sábado, 16 de janeiro de 2010

A VIDA NA DMENSÃO DO ESPIRITO SANTO

Leitura: Gálatas 5.16-22

INTRUDUÇÃO

Esta lição retrata os resultados apresentados na vida do cristão que anda no Espírito. O homem que vivia numa dimensão carnal, preocupado com a satisfação de seus desejos imediatos é regenerado e passa a viver uma nova vida, pois o Espírito Santo entra e habita em seu coração. O fruto do Espírito manifesta-se em novos atributos que se presentificam nas bem-aventuranças mencionadas por Cristo (Mt 5.3-10).

Em Jo 3.5-6, Cristo se refere a um novo nascimento que reflete uma nova vida terrena e eterna, vitória sobre a carne e suas paixões, produção do fruto do Espírito. Conseqüentemente, este cristão está livre da lei do pecado, vivendo sob o controle do Espírito.

Quando o crente anda no Espírito está agindo acima das limitações da carne, pois não realiza os seus desejos (Gl 5.16). O termo referente à carne é "obras" (no plural). As "obras da carne são de origem humana, pois demonstram apenas o que o ser humano é capaz de fazer. O "fruto espiritual" não resulta do esforço humano, mas de um princípio divino nele atuante, dando-lhe um caráter santificador, revelando ações morais de cunho elevado. Este termo empregado no singular, em contraste a obras, enfatiza:

" a unidade e coerência da vida no Espírito oposta à desorganização da vida sob os ditames da carne. É possível, também, que o singular tenha a intenção de apontar para a pessoa de Cristo, no qual todas essas coisas são vistas em sua perfeição (...) os problemas morais dos homens redimidos podem ser resolvidos pela suficiência de Cristo quando apropriada pela fé (Rm 13.14)." ( Charles F. PFEIFFER e Everett F. HARRISON, Comentário Bíblico Moody: Romanos a Apocalipse, v.5, p.159)

Todo fruto do Espírito vem de dentro para fora, tal como uma semente, que plantada em boa terra, se desenvolve e produz para glória de Deus, demonstrando que o cristão regenerado possui um novo caráter, por meio do qual o amor se manifesta, apresentando-se como o princípio, a fonte de onde se originam todas essas virtudes cristãs, a raiz de toda espiritualidade.

Cristo disse que seria através do fruto que conheceríamos a árvore (Mt 7.17-20), dado a sua conformidade com aquilo que aprendemos na Palavra de Deus, com a ação do Espírito Santo em nossa vida e a contemplação de Cristo como o nosso maior referencial. Ele nos aponta o caminho, a verdade e a melhor forma de conduzir-nos na vida. Imitá-Lo é imprescindível (I Co11.1, Ef 5.1, Fp 3.17).

O processo de transformação na vida do crente se dá por meio da ação do Espírito (Rm 7.15-25) que apresenta nove elementos essenciais do caráter cristão, no qual observamos uma união vital e rendição deste cristão ao seu Senhor.


As nove virtudes apresentam-se assim denominadas:

 ♦ Amor:
o primeiro a aparecer na lista do fruto múltiplo do Espírito é a essência de todas as virtudes que mencionaremos a seguir. O princípio de toda Lei e de todos os dons espirituais estão no amor (Rm 13.10; I Co 13; Mt 5.43,44,46; Jo 13.34,35). É por meio do amor que o Espírito Santo inunda os nossos corações que mantemos comunhão com o Pai, ajudamos aos necessitados, amamos os homens perdidos e lutamos para que sejam salvos, cultivamos a irmandade em Cristo etc. Enfim, servimos ao próximo sem pedir compensações (I Jo 4.12; I Jo 3.14-17). Cultivar o amor entre os irmãos é uma ordenança de Cristo. Desse modo, o mundo conhecê-Lo-ia e Nele creria (Jo 17.21-23). Chafer, por sua vez, afirma: "...Aquele que ama com a compaixão divina bebe do vinho do céu e passa realmente pela experiência ao êxtase que constitui a felicidade de Deus." (Levis Sperry CHAFER, Teologia Sistemática, p.539, v.6). Amar a Cristo é amar a Deus e este deve ser o intenso desejo de cada crente que busca a verdadeira religião, cumprir os princípios contidos na Lei de Deus e contribuir para que a sua fé seja acrescentada (Mt 22.39,40; II Pe 1.4; Col 2.10).

 ♦Gozo:
 é a felicidade oriunda do regozijo no Espírito (I Ts 1.16; Rm 14.17). Quem tem esta sensação de bem-estar espiritual sempre cultiva bons pensamento, é otimista e acredita que tudo irá mudar, mesmo que haja sofrimento e aflição rondando a sua vida. Também procura instruir, inspirar-se e refrigerar-se com a Palavra de Deus, louvores e ações de graças, pois é a vontade de Deus é conduzir-nos à verdadeira bem-aventurança. Paulo e Silas, acorrentados na prisão, passaram a noite cantando hinos e dando graças a Deus. Tais homens de Deus nos deram um grande exemplo para não nos envolvermos com a tristeza de tal forma que desagrademos ao Senhor (At 16.22-25; Fp 4.4). Esta alegria é uma capacidade espiritual, dada por Deus, que capacita o cristão para não se abater em meio à dor, enchendo o nosso coração de esperança e coragem.

 ♦ Paz:
 Cristo é o Príncipe da Paz (Is 9.6) e suas aparições, aos discípulos, sempre eram acompanhadas de saudações de paz (Jo 14.27). A paz divina opera no coração humano, pois o cristão é justificado pela fé, tem paz com Deus, está reconciliado com Ele (Fp 4.7; Rm 5.1). Nesse contexto, o coração humano é inundado de paz e de tranqüilidade de consciência. Dessa forma, o crente apresentará condições de não perturbar-se com mau agouro ou más circunstâncias, porque mantém a sua mente e alma crentes no Senhor. Na vida dos crentes reconciliados com Deus, implica na condução de um relacionamento harmonioso com os irmãos (Hb 12.14; Rm 12.18), ao contrário daqueles que só provocam intrigas, contendas, conflitos, excessos, invejas que são obras da carne (Gl 5.15). O vocábulo hebraico "shalom" expressa total bem-estar, prosperidade, sucesso, sanidade. Como primeiro fruto após a nossa conversão, também serve de elemento consolador em nossas provações (Fl 4.7).

 ♦ Longanimidade:

Chafer apresenta a longanimidade como "o antídoto divino para a impaciência (...) é a paciência de Deus trabalhada. A longanimidade-paciência de Deus não conhece limites. Isto é visto em seu tratamento duradouro da raça humana, em Sua paciência com aqueles indivíduos que por longo tempo rejeitam Cristo, e em Sua paciência com aqueles a quem Ele traz para Si mesmo (cf.Lc 18.7)" (Lewis Sperry CHAFER, Teologia Sistemática, p.541, v.6). Deus é o referencial de paciência que temos (Ex 34.6; Nm 14.18; Sl 86.15; Rm 2.4; Rm 9.22; II Pe 3.9,15) dada a nossa condição de rebeldes pecadores. O crente, como imitador de Deus precisa cultivar a paciência que é a atitude de quem se recusa a revidar ou vingar-se de um mal recebido (Cl 1,11; Cl 3.12; I Tm 1.16; Ef 4.2,3; I Ts 5.14; II Tm 3.10; II Tm 4.2). O fruto do Espírito gerado na vida do crente produz esta virtude essencial para aqueles que buscam a tolerância no seu viver cotidiano. Para isso é preciso suportar as fragilidades e provocações alheias, as tribulações e dificuldades, murmurações e rebeldias. Esta paciência, tolerância, constância, persistência nos dá condições para resistir às provocações e esperar pacientemente pelo Senhor.

♦Benignidade:
quer dizer amabilidade, uma virtude de quem mantém bons relacionamentos sociais, daqueles que praticam a benevolência ao próximo demonstrando-a em atos repletos de generosidade e afabilidade (Tg 3.17). A benignidade é oriunda de Deus e Cristo foi a sua maior demonstração (II Co 10.1; I Ts 2.7). Ele foi-nos apresentado como cordeiro mudo e Rei Justo que atende à necessidade dos Seus súditos. O possuidor desta qualidade é gracioso e gentil (sem mostrar-se inflexível e exigente); dotado de fala mansa, cortesia, suavidade, doçura, o cristão procura imitar o Seu Mestre Jesus Cristo, sem pautar-se pelo esforço humano ou inútil imitação, mas como um fruto do Espírito (II Tm 2.24-26; Tt 3.2).

♦Bondade:
como retidão, prosperidade, gentileza é uma virtude que se distingue das demais, pois a Bondade de Deus atingiu as raias do infinito e as Escrituras refletem a Sua Bondade ilimitada (Ex 33.19; Sl 33.4,5; Ne 9.25,35; Sl 23.6; Sl 27.13; Sl 31.19,20). O Senhor entregou o Seu filho Unigênito para morrer pelos pecadores (Rm 5.7). Devemos considerar esta Bondade e arrepender-nos em nosso coração para que sejamos capacitados a reproduzi-la em nossos atos (Rm 2.4; 11.22). O servo de Deus, que é dotado de um caráter íntegro, aborrece o mal, se conduz de forma piedosa, age de forma generosa e gentil, demonstrando bondade em seu caráter (Rm 15.14; II Ts 1.11).

♦Fé:
pode significar "confiança" ou "fidelidade", mas o principal aspecto a ser destacado é a fé que consiste no principal motivo para a vivência do justo (Rm 1.16,17). A fé é resultado da operação divina, produz arrependimento, faz o homem reconhecer que é pecador, bem como acreditar nas verdades divinas a ele transmitidas, conduzindo o homem a Cristo (Ef 2.8,9).

Como passo inicial da conversão, inspira o homem a depender de Cristo, Nele confiar e a Ele se entregar. Quando mantemos comunhão com Ele, somos transformados segundo a Sua imagem, pois a fé advinda deste processo permeia toda a nossa vida espiritual, guia-nos e aperfeiçoa-nos num caminho de fidelidade (atitudes honestas e beneficentes para com os outros). R. N. Champlin apresenta outros aspectos presentes na fé cristã:

" ...A fé é criada fortalecida e confirmada pela comunhão mística com Cristo, através do Espírito Santo. Portanto, será sempre um contato divino com o homem. É mister que o indivíduo viva no Espírito para que possa, realmente, conhecer a fé. No caso de alguns crente, a fé pode ser um elevado dom espiritual . Alguns crentes possuem uma confiança em Deus que outros crentes não têm; esses possuem uma fé extraordinariamente desenvolvida, a fim de que possam realizar determinadas missões (...)A fé, pois, é uma entrega da alma a Cristo, a fidelidade a Ele por causa dessa entrega, e, em seguida, fidelidade e ação honesta para com os outros homens." (Fruto do Espírito. R. N. CHAMPLIN, Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, v.2, p.826)
É por meio da fé que cremos na existência de Deus e temos a convicção de que ele sempre está conosco para nos garantir a vitória.

♦Mansidão:
significa placidez, modéstia, gentileza, cortesia; é a qualidade essencial para os que vão herdar a terra (Mt 5.5). Cristo refere-se a Si mesmo como um Ser manso e humilde de coração (Mt 11.29). Quem tem a mente de Cristo é manso (Fl 2.1-11) e trata o próximo com um espírito de mansidão e gentileza. A mansidão se contrapõe à vaidade e ao orgulho, resulta da verdadeira humildade, reconhecimento do valor alheio, recusa à arrogância. Reconhece-se, portanto, que a onipotência, soberania e glória de Deus são atributos deste Ser Divino que continuamente deve ser adorado pelos Seus atributos (Sf 2.3). A Palavra de Deus nos exorta a buscar a mansidão como uma das virtudes essenciais para conduzir-nos de forma agradável diante de Deus e do próximo (I Tm 6.11; Tg 1.21, 3.13; I Pe 3.15). A mansidão se concretiza na falta de maldade e aspereza, unida à paciência e gentileza. O homem se submete, primeiro a Deus e, em seguida, ao outro homem, sem se deixar dominar pela ira ou aspereza.

♦Domínio próprio:
refere-se à autodisciplina e auto-controle para que um homem possa ter sucesso e alcance a vitória (I Co 7.9, 9.25).Isto só poderá ocorrer com o auxílio do Espírito Santo pois "Melhor (...)é o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade." (Pv 16.32) Assim, teremos condições para desenvolver esta habilidade de forma racional e virtuosa, bem como manter o controle sobre nossas paixões. A temperança é uma das nove graças mais importantes que o Espírito Santo nos proporciona e é essencial para que o homem alcance o episcopado, realize o exercício da pregação e ensino na Igreja (I Pe 1.5-7; Tt 1.7-9; Tt 2.2).

Precisamos ter autodomínio em diferentes circunstâncias de nosso viver cotidiano:

• Nas palavras. Um ditado popular nos deixa esta afirmação significativa: "Não devemos falar o que sabemos, mas, sim, sabermos o que falamos".

Miriam e Arão sofreram o castigo por criticarem Moisés na sua escolha quando esposou uma estrangeira. Miriam ficou leprosa por sete dias e ambos não entraram na Terra Prometida (Nm 12.1-16). Moisés, como o homem mais manso que havia sobre a face da Terra, (Nm 12.3) demonstrou que tinha domínio próprio e, além disso, orou pela sua irmã para que o Senhor a curasse. Somente o fruto do Espírito faz o crente agir desta forma!

• Nas ações. Daniel e seus três companheiros, na terra da Babilônia, se recusaram a servir-se dos manjares do rei, pois sabiam que estariam desagradando ao seu Senhor. Tais alimentos eram oferecidos a ídolos. Solicitou Daniel ao despenseiro do rei que lhes fornecesse apenas verduras e legumes durante o período estabelecido para que os jovens fossem apresentados ao monarca da Babilônia. Ao final deste período, estavam mais belos e dotados de inteligência em todas as letras e sabedoria (Dn 1. 8-20). A atitude de se alimentar apenas de verduras e legumes foi louvável porque demonstrou o

autodomínio destes jovens que não se deixaram levar pela "concupiscência dos olhos", nem pela gula propriamente dita. Isso também demonstra a sobriedade, temperança e força de vontade desses quatro jovens que propuseram, no seu coração, que não se contaminariam com os manjares do rei.

• Nos pensamentos. Davi estava passeando no terraço da casa real enquanto os guerreiros do Senhor estavam combatendo pelo seu Império. Repentinamente, deparou-se com uma cena muito mais atraente que desperta a concupiscência dos olhos e da carne: uma mulher estava tomando banho. Davi não se conteve apenas em vê-la. Continuou visualizando aquela mulher em seus pensamentos e, sem poder dominá-los, mandou chamá-la. Dela se apossou para satisfazer a sua sensualidade. Foi responsável pela morte do seu marido e cometeu grandes delitos que desagradaram ao Senhor: um adultério e o homicídio (II Sm 11. 1-27). Tudo isto ocorreu com este homem "segundo o coração de Deus" (At 13.22) porque não teve controle sobre os seus pensamentos, permitindo que provocasse desejos pecaminosos e o conduzissem ao declínio (Sl 51.1-14).

O autodomínio é de suma importância para aqueles que querem servir piamente a Jesus, procurando viver de forma elevada e santa da parte de Deus, satisfazendo-se com a experimentação da manifestação gloriosa do Espírito (II Co 6.3-10). Buscar "as coisas que são de cima de cima" é um dos pré-requisitos para nos dominarmos e vencermos os males que nos perturbam em nosso dia-a-dia. Paulo exorta aos filipenses para que busquem apenas o que for para nossa edificação, fixando a sua mente nas coisas puras, justas, honestas, amáveis e de boa fama para viver no espírito e produzir o Seu fruto (Fp 4.8).

"Amor, alegria, paz. Esta é uma tríade de virtudes cristãs universais. Mas parece que se referem principalmente a nossa atitude para com Deus, pois o primeiro amor do cristão é o seu amor a Deus, sua principal alegria é a sua alegria em Deus e a sua paz mais profunda é a sua paz com Deus.

A seguir, temos longanimidade, benignidade, bondade. São virtudes sociais, principalmente voltadas para os outros e não para Deus. 'Longanimidade' é paciência para com aqueles que nos irritam ou perseguem. 'Benignidade' é uma questão de disposição, e 'bondade' refere-se a palavras e atos.

A terceira tríade é fidelidade, mansidão, domínio próprio. 'Fidelidade' parece descrever a certeza de se poder confiar em uma pessoa cristã. 'Mansidão' é aquela atitude de humildade que Cristo tem (Mt 11.29, 2 Co 10.1). E ambas são aspectos do 'autocontrole' ou 'domínio próprio' que encerra a lista.

Assim, podemos dizer que 'amor, alegria, paz' vão principalmente na direção de Deus; 'longanimidade, benignidade,bondade', na direção do homem; e 'fidelidade, mansidão,domínio próprio', para consigo mesmo. E todos eles são 'o fruto do Espírito', o produto natural que aparece na vida dos cristãos dirigidos pelo Espírito. Por isso Paulo acrescenta novamente: 'Contra estas cousas não há lei' (Gl 5.23), pois a função da lei é controlar, restringir, impedir, e aqui não há necessidade de limitações." (John R.W. STOTT, A mensagem de Gálatas, p.135)

As nove virtudes mencionadas, caracterizadas como fruto, somente podem ser concretizadas e produzidas pelo Espírito Santo; não, pelos nossos esforços. O crente, dotado de uma vida controlada pelo Espírito, possui caráter íntegro, pois obedece Suas ordens, sabendo que vencerá qualquer inclinação carnal que possa ter.

Não podemos deixar de enunciar o que John Stott menciona :

"...os cristãos, na expressão vívida de Lutero, não são feitos de 'pau e pedra', isto é, não são pessoas que 'nunca se emocionam com nada, nunca sentem qualquer desejo ou anseio da carne'. É verdade que à medida que aprendemos a andar no Espírito, a carne fica cada vez mais subjugada. Mas a carne e o Espírito permanecem , e o conflito entre eles é feroz e incessante. Na verdade, podemos até dizer que este é um conflito especificamente cristão. Não negamos que exista uma coisa chamada conflito moral nas pessoas que não são cristãs; no entanto, ele é mais feroz nos cristãos porque eles possuem duas naturezas, a carne e o Espírito, que vivem num antagonismo irreconciliável." (John R. W. STOTT, A Mensagem de Gálatas, p.133)
O cristão regenerado tem o seu prazer na Lei do Senhor (Sl 1.2), a ama e procura cumprí-la. Busca a bondade, santidade e tem fome de Deus. Mas, nem sempre, isso acontece porque o pecado no seu corpo habita (Rm 7.17-23; I Pe 2.11). Embora o cristão sofra conflitos morais interiores, não vive uma dimensão derrotista.

De um lado, temos possibilidade de não sucumbir aos desejos carnais; do outro, negar-se a satisfazê-los. A Palavra de Deus, por sua vez, nos recomenda a não viver segundo a carne e suas paixões (Cl 3.5; Rm 8.8). Andemos, pois, na dimensão do Espírito. Busquemos as coisas de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus (Cl 3.1,2),desfrutemos a satisfação e o conforto de que esta busca produz, abandonemos a carnalidade que tão forçosamente procura imperar em nossos membros mortais e sejamos cheios do Espírito.

Colaboração : Profa. Amélia Lemos Oliveira

Dc. José Antônio
E-mail: jsantoniopereira@hotmail.com
Blog. japegospel.blogspot.co
Deixe o seu comentário.

Nenhum comentário:

Postar um comentário